terça-feira, 15 de novembro de 2011

A comemoração de técnico de Júnior e de Cigano

Luiz Dórea posa com Cigano e o cinturão do UFC
Retornar para Salvador com o título de campeão mundial na bagagem já virou rotina para Luiz Carlos Dórea. Aos 49 anos, o treinador baiano é reconhecido internacionalmente como um dos principais nomes do boxe. Foi com ele que Acelino "Popó" Freitas chegou ao tetracampeonato mundial (como superpena pela WBO e AMB, e como leve, por duas vezes, pela WBO). E foi com os ensinamentos de Dórea que o catarinense Júnior Cigano nocauteou o mexicano-americano Cain Velásquez e ficou com o cinturão dos pesos-pesados do UFC.
Apesar de estar acostumado às conquistas – além de Popó e Cigano, Dórea é também o treinador de boxe de Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro e Anderson Silva –, o feito de Cigano é especial para ele. Há nove anos com o foco no MMA (Mixed Martial Arts ou Artes Marciais Mistas, em português), Dórea treina o catarinense radicado em Salvador há apenas cinco.
- São muitos títulos, mas a emoção é a mesma como se fosse o primeiro. Não dá para descrever com palavras o que estou sentindo. Ele tem apenas cinco anos treinando. Sei o que ele passou, e digo que é um fenômeno – declarou.
Dórea lembrou que a conquista foi ainda mais emocionante porque, dias antes da luta, Ciganolesionou o menisco e chegou a ficar dois dias sem poder colocar os pés no chão. O treinador revelou que, além do tratamento médico, teve de fazer um forte trabalho psicológico para dar forças ao lutador. Para isso, Dórea utilizou um episódio da sua própria carreira.
- Quinze dias antes de me tornar campeão mundial de boxe, na luta que fiz em 1988, eu tive uma ruptura no bíceps e só pude lutar por causa de Otto Alencar (atual vice-governador da Bahia). Mostrei ao Cigano que ele poderia fazer o mesmo, e tive que intensificar o trabalho psicológico quando, no aquecimento, percebi que ele tinha sentido a lesão novamente.

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